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Especialista alerta: Baguete tradicional é a escolha bem melhor.

Mulher de jaleco branco analisando pedaço de pão em cozinha, com baguetes e medidor ao lado.

Em muitas padarias, o roteiro se repete: “Baguete normal ou tradicional?” - e, na maioria das vezes, a escolha acaba sendo feita pelo preço ou pela aparência. Uma médica especialista em nutrição chama a atenção para um ponto decisivo: apesar de os dois pães terem um aporte calórico muito parecido, no organismo eles se comportam como se fossem produtos totalmente diferentes. Para quem lida com cansaço, vontade intensa de comer doces ou oscilações de glicemia, vale olhar com mais cuidado.

Mesmas calorias, impacto no sangue completamente diferente

Quando se observa apenas a lista de ingredientes, as duas versões parecem igualmente “inofensivas”: farinha de trigo, água, sal e fermento - ou seja, o típico pão branco. Em média, meia baguete chega a cerca de 250 quilocalorias, seja a versão tradicional ou a padrão. Por isso, a pergunta central não é “Quantas calorias isso tem?”, e sim: “Com que rapidez o amido vira açúcar e entra na corrente sanguínea?”

É aí que entra o índice glicêmico, um indicador que mostra o quanto um alimento eleva a glicose no sangue. Quanto mais alto o número, mais depressa esse açúcar chega ao sangue - e mais rapidamente o corpo precisa reagir com insulina.

“No baguete, o que pesa menos é a quantidade de calorias e mais a velocidade com que o amido vira uma bomba de açúcar.”

A médica reforça que, ao focar apenas em calorias, muita gente perde o ponto principal. Dois pães com a mesma energia podem provocar elevações muito distintas de glicemia e, com isso, mexer também com fome, concentração e desempenho.

Baguete padrão: no corpo, quase como glicose pura

A baguete clássica encontrada em muitos supermercados e balcões de padarias costuma ser feita com farinha muito refinada, aditivos tecnológicos de panificação e tempos de fermentação extremamente curtos. O objetivo é produzir rápido e barato - não favorecer uma saciedade mais estável.

O resultado aparece no índice glicêmico, que fica por volta de 78. Para o organismo, isso se assemelha a consumir um lanche de açúcar de absorção rápida. Em pouco tempo, o amido é quebrado em glicose, e a glicemia sobe bruscamente.

Por isso, a especialista compara esse pão, em essência, a açúcar puro - só que em forma de pão. Quem come uma baguete assim pura ou com quase nada de recheio costuma perceber o mesmo padrão:

  • glicemia subindo rapidamente após a refeição

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